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Somos uma entidade sem fins lucrativos ou políticos partidários, formada há mais de 20 anos e de direito desde 1988. Com o objetivo de destacar o surf como esporte e estilo de vida, a entidade realiza e apoia campeonatos de nível amador a profissional. Empenhada na preservação de praias e rios, ao longo dos anos fazemos a promoção de campanhas de cunho ecológico, cultural e social, envolvendo atletas, associados e simpatizantes, lutando para a despoluição de locais específicos, como por exemplo, a bacia do Rio Itamambuca. Outro aspecto que norteia as ações da entidade são as escolas municipais de surf. Essas, atuam como grandes formadoras de atletas e novos talentos. Hoje são mais de 350 alunos matriculados em diversas escolas do município recebendo atenção da AUS, que promove e incentiva a participação desses jovens. Em 1999, o quadro social da entidade foi revitalizado e passou por uma reforma. A mesma foi agraciada pelo legislativo local com o titulo de Organização Social Civil de Utilidade Pública, o que agregou importância ao trabalho realizado. No ano de 2000 o Circuito Municipal de Surf voltou a ser realizado com força total, contando com mais de 200 atletas divididos em 16 categorias, mobilizando desde pequenos atletas até os veteranos. Durante este período, vários atletas despontaram no cenário nacional, como Tadeu Pereira, Renato Galvão, Odirlei Coutinho, Wiggolly Dantas e Filipe Toledo.

História do Surf em Ubatuba

Patiero anos 80 - foto: Rodrigo Banhara Tremenbé

Patiero anos 80 – foto: Rodrigo Banhara Tremenbé

Em 1959, apenas alguns brasileiros já conheciam o Hawaii ou o nome Duke Kahanamoku, o o grande divulgador do surfe moderno. Nesta época, no Rio de Janeiro e na região de Santos já havia a prática do surfe.

​Por: Marco Reale/AUS

Os mais antigos Ubatubenses se lembram de como eram as praias há mais de 50 anos atrás, o acesso (estradas) eram precários, a infra-estrutura era rara, a energia elétrica sempre em falta, assim como diversos itens básicos. “As aventuras eram perigosas e cheias de adrenalina” conta Luiz Felipe Azevedo, “a praia da Enseada possuía salgas e as traineiras costumavam descarregar cardumes de cação ali mesmo na praia”.

Em meados de 1960, uma família de americanos comprou uma casa na Praia do Tenório, teriam sido eles a importar a primeira prancha de surfe para Ubatuba. A velha guarda lembra que apenas poucas praias eram surfáveis na época, com destaque para Tenório, Enseada e Praia Grande.Outras poucas pranchas chegaram aqui o ano de 1968, quando os amigos João Bianchi e Lívio Molari, trouxeram 20 pranchas do Guarujá e passaram a alugá-las na praia do Tenório, eram pranchas de mais ou menos 18Kg chamadas MK3 Glasspac. Nesta época também ocorreram as primeiras incursões na praia de Itamambuca, onde havia muita vegetação fechada e mutucas.

O primeiro shapper local de Ubatuba também surgiu nessa época, seu nome é Fernando Kuramoto do hotel Rancho da Lua, foi ele quem fabricou as primeiras pranchas produzidas em Ubatuba, e também socorria a galera do surfe, assim contam os integrantes da 1º geração paulista de surfistas que vinham para Ubatuba pegar onda, como Fabio Maduenho, os irmãos Paulo e Ricardo Issa, Olavo Bianchi, Bruzzy, Bruno Broggi, Marinho, Ernesto (Nené), Dhu Neumann, Jean Claude, Jean Pierre, Zé Maria Morgadi, Pinga e Pinguinha. Em pouco tempo depois os locais também se interessaram pela prática do esporte, surgindo então os primeiros surfistas ubatubenses, destacando Fernando Kuramoto, Jefferson Nogueira, Edgar Portes, Mário Cavadão, Argeu, seguidos de muitos outros.

Em 1970 a boate “Da Pesada”, patrocinou o primeiro campeonato realizado em Ubatuba, que ocorreu na Praia Grande. Dois anos depois aconteceu o 1ºCampeonato Brasileiro, organizado pela iniciante Associação de Surf de Ubatuba-ASU, cujo presidente era Paulo Issa e tendo como principal auxiliar, o local João Maria Toledo. A divulgação do festival repercutiu tanto que a galera do Rio de Janeiro também compareceu, caras como: Paulo Proença. Betão, Friedmann, Bocão e Rico de Souza. Com a Rio-Santos, os campeonatos vão para Itamambuca, e Dhu Newmann é o primeiro a ir para o Hawaii.

Já em 1975, acontece o 1º Festival Interno de Surf na praia das Toninhas, tendo como juizes Dhu Newmann, Carlos Mudinho (RJ). Neste campeonato o resultado foi:

· 1º Jefferson Nogueira “Jeffão”

· 2° Fernando Kuramoto

· 3º Edgar Portes

Com o surfe em evolução novos “points” foram descobertos, como a praia do Felix, uma das mais famosas hoje em dia.

Em 1978 acontece o Festival Brasileiro de Surfe/Taça US Top, realizado nas Toninhas, inaugurando a era dos grandes campeonatos, com sistema de som e viagem para o Hawaii para o vencedor.

A partir daí aparecem os novos shappers e fábricas de surfe, como a Costa Norte, de Rafael, fábrica que já produzia pranchas e skates em São Paulo, revolucionando a indústria em Ubatuba, com infra – estrutura, equipamentos e mão de obra de qualidade, assim em pouco tempo depois surgem a Acqua Surfboards, Hidroflex dentre muitas outras.

Em 1979, com o apoio da Prefeitura Municipal de Ubatuba, aconteceu o primeiro circuito municipal de Ubatuba, hoje na sua 31º edição. Neste ano surge também o Circuito Paulista de Surfe, tendo várias etapas realizadas em Ubatuba, na praia de Itamambuca, trazendo consigo grandes nomes como: Picuruta, Orelinha, Tinguinha, Taiu entre outros, estimulando assim, a melhora do nível técnico dos surfistas locais.

Surgem os ubatubenses competitivos, como Zecão, Augusto Motta, Pinóia, Betinho, Saulo dentre outros. Um destes é Ricardo Toledo, que aos 17 anos foi consagrado Campeão Brasileiro de Surfe em 1985, era o começo da segunda geração de surfistas ubatubenses.Estes locais tinham devoção pela preservação e harmonia das praias, principalmente da Itamambuca, onde nasceu os “Black Itamambuca”, “uma galera que andava meio uniformizada e que botavam respeito dentro e fora d’água, caras como Scatena, Julio César “Demon”, Pinóia, e com certeza muitos outros locais conta Ricardinho Toledo.

Em 1986 o Festival Brasileiro de Surf não acontece, dando espaço para o 1º Sundek Classic (campeonato de nível internacional). Neste mesmo campeonato, porém em 1988, foi criado o clube local de surf “Nose Riders” para competir na categoria Longboard, idealizado pelo Dr. Camargo, médico que atuou no primeiro posto médico da ASP, neste mesmo Sundek, que foi organizado pela AUS (Associação de Surfe de Ubatuba), que já haveria nascido cerca de 10 anos antes, porém que só fora formalizada neste ano, tendo sua diretoria composta por: Jacob, Liberal, Augusto, Nené, Pedrão, Pedro Paulo T. Pinto e Jeffo, este mesmo campeonato trouxe grandes nomes internacionais do surfe como: Nat Young, Sunny Garcia e Damiorn Hardman.

Na década de 90, já com apoio da Associação Comercial e da Prefeitura de Ubatuba, o surfe passa a ser visto com bons olhos, não representando mais o símbolo “underground” que era no passado. Em 92, os surfistas foram reconhecidos como salva-vidas honorários das praias de Ubatuba. Outro grande destaque desta época foi o título de “Capital do Surfe” que o Município recebeu em 95, destacando também o Bi-Campeonato Brasileiro de Ricardinho Toledo nos anos de 91 e 95, sendo que nos 2 anos seguintes, ele participou do WQS, proporcionando conhecer diversos países no mundo.Vale lembrar que no ano de 97 aulas de surfe foram inclusas na Educação Física Municipal.

O atleta Tadeu Pereira também conquistou seu espaço nesta mesma década, tornando -se profissional no ano de 91, em 94 integrou a elite do surfe mundial, o WCT, sendo Campeão Paulista em 99.

Nos anos 2000, novos grandes talentos se destacaram por aqui, tais como: Odirley Coutinho, Renato Galvão, Hizonome Beterro, Wiggoly Dantas, Suelen Naraisa, Mateus e Felipe Tolero, Saulo Jr., entre muitos outros emergentes surfistas locais.Neste mesmo ano o “Dia do Surfe” foi instituido no Munícipio, comemorando no dia 1 de Novembro.No ano de 2005, Zecão ganhou o título de “Embaixador do surfe” de Ubatuba, destacando a cidade tambem em outro esporte, o Snowboard.

Em 2006, Ubatuba volta a ser palco de mais uma etapa de Campeonato Internacional 6 estrelas, o WQS (World Qualyfing Series), tendo como campeões respectivamente Renan Rocha, Adriano de Souza( Mineirinho), Wiggoly Dantas e Marco Aurélio, este campeonato dá acesso a elite do surfe mundial.

No ano de 2007, Ubatuba conquistou o título de “Capital Estadual do Surfe”, status que promove a Cidade como referência no esporte.

Atualmente Ubatuba é berço de celebridades do surf como os integrantes da elite mundial de surf Filipe Toledo e Wigolly Dantas, representantes da nossa cidade na World Surf League.

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